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Terras de Viana do Castelo

2024/02/06

Luís Nobre é o novo Presidente do Eixo Atlântico

Concelho

A XXXII Assembleia Geral do Eixo Atlântico aprovou a adesão do município de Fafe. A entidade passa agora a ser constituída por 40 cidades e duas deputações. Alfredo García, presidente de O Barco de Valdeorras, assumirá a Vice-presidência.

Luís Nobre, Presidente de Viana do Castelo, foi eleito Presidente do Eixo Atlântico na XXXII Assembleia Geral realizada em Vila Nova de Famalicão. Alfredo García, presidente de O Barco de Valdeorras, assumirá a Vice-presidência.

A Assembleia Geral aprovou o programa para 2024 estruturado em quatro áreas temáticas e que mantêm o objetivo da competitividade para o desenvolvimento económico e o estímulo do emprego, a redução das desigualdades sociais e a melhoria da qualidade de vida do sistema urbano do Eixo Atlântico com a cooperação como instrumento de desenvolvimento conjunto. Os representantes dos 40 municípios e duas deputações que integram o Eixo Atlântico aprovaram também um orçamento de 4.800.000 milhões de euros.

Durante a reunião foi apresentado o relatório de gestão política dos últimos quatro anos de presidência de Ricardo Rio, presidente de Braga, e Lara Méndez, ex-presidente de Lugo. O relatório, apresentado por Ricardo Rio, resume a gestão do período mais difícil da história do Eixo Atlântico condicionado pela pandemia e a crise provocada, num momento em que as cidades estavam a recuperar da crise económica de 2008, pela Guerra de Ucrânia e de Gaza, posteriormente.

O duplo processo eleitoral em Espanha, tanto o que estava previsto das eleições municipais como o previsto pela antecipação das eleições gerais em Espanha e em Portugal pela demissão de António Costa, condicionou o quadro político em que se movem as ações do Eixo Atlântico. Apesar disso, cumpriram-se todos os objetivos do programa de 2023 e o Eixo Atlântico continua a crescer com novas adesões.

O Eixo Atlântico promoveu o segundo Relatório Socioeconómico do Eixo Atlântico dirigido pelo codirector do Relatório Socioeconómico da Galiza, Fernando González Laxe, e apresentou o primeiro Mapa de Coesão Social de um sistema urbano transfronteiriço, assim como uma agenda de medidas para travar o despovoamento no interior da Eurorregião.

O segundo grande eixo foi a internacionalização do Eixo Atlântico com o projeto Fronteira da Paz na fronteira do Brasil com o Uruguai e o início das relações institucionais com o Gabinete do Historiador de Havana e as cidades de Avellaneda, na Argentina, e Rivera, no Uruguai.

No terceiro pilar continuaram a desenvolver-se as ações de maior envolvimento dos cidadãos no âmbito da cultura, da educação e do turismo com a organização da Feira de Expocidades, em Valongo ou os Intercâmbios Escolares. Na área desportiva, realizou-se a primeira edição do Torneio de Boccia DI (desporto adaptado) e o XI Torneio de Hóquei. Outra das ações com mais participação foi a Capital da Cultura do Eixo Atlântico, que durante 2023 foi Lugo, cidade que acolheu 30 atividades de diferentes disciplinas artísticas. Em novembro inaugurou-se a XVI Bienal de Pintura que continuará a sua itinerância ao longo deste ano.

No que diz respeito às infraestruturas, continuou a pressão a ambos os governos relativamente à linha Ferrol – Coruña – Lisboa. Neste âmbito, a boa notícia foi o compromisso materializado do governo Português, assim como a contratação do estudo informativo prévio do primeiro troço da Saída Sul de Vigo (um dos troços pendentes na fronteira portuguesa que estava há mais de uma década paralisado), que realizou o Governo de Espanha.

Atualmente continuam os trabalhos na gestão da linha norte Ferrol- Coruña / Lugo-Monforte, tanto em relação às variantes Rubián y Os Peares-Canabal, como a sua inclusão, já comprometida do Governo de Espanha, no Corredor Europeu do Atlântico.

Luís Nobre, novo Presidente do Eixo Atlântico: “É, naturalmente, para mim uma honra passar a liderar uma associação que representa uma das euro-regiões mais dinâmicas e com maior fluxo de pessoas e bens de toda a Península Ibérica e uma das maiores da Europa. Dar continuidade ao trabalho desenvolvido ao longo destes anos e que permitiu transformar este espaço num exemplo único é também uma responsabilidade muito grande. A afinidade em áreas distintas como a língua, as transações e ainda a dinâmica existente entre entidades, instituições e empresas entre as duas regiões tem-lhe permitido afirmar-se, mas existem ainda muitos desafios pelo caminho. As disparidades económicas (a Galiza é mais rica e exporta mais 460 milhões de euros do que o Norte de Portugal), as assimetrias territoriais, a diferença entre a distribuição de fundos europeus e uma economia mais pujante do lado galego obrigam a uma estratégia de governança que permita a aproximação entre os dois lados da fronteira”.

“Acredito que, com políticas comuns que não descuram estas disparidades, poderemos contribuir para uma maior coesão deste território, tornando-se mais resiliente, mais reivindicativo, mais coeso e mais próximo das pessoas, das empresas, das instituições, do turismo e da mobilidade”.

Xoán Vázquez Mao, secretário-geral do Eixo Atlântico: “Foi aprovado um orçamento de mais de 4 milhões e meio de euros e com a incorporação de Fafe somos já 42 membros. Só este ano temos já 7 candidaturas aprovadas a fundos europeus, o que garante, não só uma boa gestão do programa e um bom nível de saúde financeira. A conclusão é que o Eixo Atlântico se fortalece a cada dia, algo que vamos utilizar ao serviço daquelas questões que a nova Comissão Executiva, presidida pelo presidente de Viana do Castelo e vice presidida pelo presidente de O Barco de Valdeorras, fixou como objetivos principais com base nos 3 grandes eixos: economia, social e sustentabilidade urbana. Além disso, também centramos como objetivo continuar a internacionalização. Especialmente, com os países da América Latina, do Caribe e Canadá, um tema que está a funcionar muito bem”.

“Depois das eleições na Galiza e em Portugal, retomaremos, com a nova direção política, as questões que estão pendentes. Em Portugal temos que verificar todas as garantias que temos do desenvolvimento do comboio Lisboa- A Coruña e, no que respeita ao lado espanhol, reforçar o eixo A Coruña-Ferrol-Lugo-Monforte, que é o que está mais atrasado”, acrescentou Mao.

 

Mário Passos, Presidente da Câmara Municipal de Vila Nova de Famalicão: “Tenho a certeza que a Assembleia-Geral do Eixo Atlântico que Vila Nova de Famalicão acolhe nesta quinta-feira irá traduzir-se no reforço da cooperação entre as várias cidades desta Eurorregião, promovendo o desenvolvimento coordenado da Galiza-Norte de Portugal, território tão importante no contexto internacional. É, por isso, com enorme satisfação que a Região Empreendedora Europeia recebe este encontro, que ficará marcado pela eleição do novo presidente e da nova Comissão Executiva desta associação transfronteiriça a quem aproveito para desejar o maior sucesso no desempenhar das suas funções”.

 

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